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Archive for the ‘Research Stuff’ Category

“the question is not wether the presentation of a ‘Stimmung’ is truthful or not, but rather wether it touches (berührt) the observer or not”. We’re no longer dealing with clearly verifiable determinations of truth or falsehood. With his typically circular, enigmatic and inconclusive style, Flusser never delivers a theory for the interpretation of gestures, but rather a reading procedure that is not quantifiable or translatable in the order of discourse (at least in terms of scientific discourse). “The ‘Gestimmtheit’ liberates the ‘Stimmungen’ from their original contexts and turns them into aesthetic phenomena. They become ‘artificial’” (V.F.). That’s why we can say that the ‘Gestimmtheit’ isn’t an epistemological or ethical issue, but rather an aesthetic one. What one needs in order to be able to ‘read’ it is an inclination, a subjective attitude that has less to do with the determination of a clear meaning than with a certain disposition for experiencing sensations…

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The International Symposium “The Secret Life of Objects: Materialities, Medialities, Temporalities” will take place in Rio de Janeiro, from August the 1st to August the 3rd. Promoted by the State University of Rio de Janeiro, along with several other academic institutions (such as the Vilem Flusser Archiv and Universität Wien), the event is intended to debate the emergence of new paradigms, epistemologies and intellectual scenarios within the Humanities (see the abstract bellow). The keynote speaker will be the French sociologist Bruno Latour and several other guests have already confirmed their presence (Graham Harman, Siegfried Zielinski, Joachim Paech, Ian Bogost etc.). The organizing committee will soon release a detailed program with information on how to enroll.

Erick Felinto (Presidente) – UERJ
Adalberto Müller – UFF/Letras
André Lemos – UFBA
Fernanda Bruno – UFRJ
Lúcia Santaella – PUCSP
Maurício Lissovsky – UFRJ
Simone de Sá – UFF
Vinicius Andrade Pereira – UERJ

Abstract: There are strong indications that a significant transformation is underway in the so-called “human sciences” (Geisteswissenschaften, sciences humaines, Humanities). After a period of intense crisis and uncertainty, in which human sciences have frequently sought to mirror or approach the hard sciences, the beginning of the twenty-first century seems to witness a broad renewal of disciplines, approaches and methodologies. From the questioning of its traditional foundations, humanities are reinventing themselves by a broad reconfiguration of its borders and even of the notion of “humanity” that served as its cornerstone. One of the areas where the wealth of this new scenario is most clearly displayed is that of media studies. Spurred by the impact of new digital technologies, media studies cleverly learned to appropriate the epistemological principles and major theoretical issues that have come to characterize the contemporary cultural scene. The objective of the Seminar “The Secret Life of Objects: Medialities, Materialities, Temporalities” is to sketch a systematization of this scenario from a transdisciplinary perspective, but with a decisive focus on communication studies and culture. The three axes that structure the Seminar represent articulating knots that cut across different disciplines in the humanities, from sociology to philosophy, but acquire special meaning in the context of new media studies. The underlying assumption is that we need to radically rethink the notion of epistemic agency in a context where the action and the impact of the objects, media and technological materialities become increasingly important. Thus, it is not only necessary to investigate the place of human actors in a world enriched by the life of polymorphic objects, but also to highlight the issues that the strong tradition of hermeneutics of the humanities have often obscured: what, without constituting meaning per se, contributes nonetheless to the production of meaning? What is a medium and how mediation processes unfold? In what ways does technological materiality inform cultural worlds and determine forms of cognition? What new models of historical research of techniques and culture are emerging within the current epistemological paradigms? In what ways is the material dimension of experience combined with the intangible dimensions of culture? What does it mean to purport an “object-oriented” philosophy? In what sense does the category of the human reconfigure itself in light of our new relations with objects and nonhuman entities? How important is the legacy of the genealogy and archeology of knowledge (Nietzsche, Foucault) to a perspectivization of the impacts of “new” digital culture? By means of interdisciplinary panels, in which philosophers, anthropologists and scientists will discuss with experts in media studies, we intend to address these issues in order to elaborate a preliminary cartography of an epistemological territory still in its early stages of exploration.

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Recebi nova mensagem do Rodigo lá do arquivo Flusser, onde ele informa que a estratégia de atuação acaba de ser alterada.  Zielinski prefere não tornar público demais o assunto (ok, agora vai ficar só entre nós, os cerca de 1000 integrantes da lista da Compós e não sei mais quantos da lista da Socine…), e em lugar disso está acionando outras instituições capazes de oferecer o apoio que o arquivo necessita.  Pelo pouco que conheço do Zielinski, tenho certeza de que será bem sucedido.  De fato, nesse momento em que nada ainda está definido, a melhor estratégia parece ser a discrição e a busca de um plano B.  Face a esse novo direcionamento, a ideia das cartas de apoio fica suspensa.  De todo modo, é bom que a comunidade acadêmica esteja alerta para o problema.  No Brasil, não faltam exemplos de acervos importantes que estão se perdendo por falta de suporte financeiro.  Por outro lado, Zielinski possui uma rede de contatos e várias alternativas para assegurar o funcionamento do arquivo, mesmo que não seja necessariamente nas dependências da Universidade das Artes.  Portanto, a melhor coisa que podemos fazer agora é simplesmente visitar o site (http://www.flusser-archive.org/) e apreciar o belo trabalho que Rodrigo e Claudia fazem por lá.  Por essas razões, e como na internet as coisas tendem a se multiplicar desproporcionalmente, estou reformulando o texto do post anterior.

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Sobre o Arquivo Flusser

O Arquivo Flusser foi organizado pela viúva do pensador, Edith Flusser (hoje vivendo em Nova Iorque), com a ajuda de Klaus Sander.  Em 1998, foi entregue aos cuidados de Siegfried Zielinski, grande teórico alemão das mídias e estudioso de arte tecnológica.  Até 2007, ele se localizava em Colônia (segundo me contaram, a universidade sofreu um incêndio que por pouco não destruiu o arquivo).  Depois dessa data, ele passou a ser abrigado na Universität der Künste Berlin (Universidade das Artes de Berlim), onde Zielinski assumiu a cátedra de arqueologia e variantologia da mídia.  Inicialmente o arquivo foi supervisionado por Sivia Wagnermaier, que editou, junto com Zielinski, o livro onde foram transcritas as aulas dadas por Flusser em Bochum pouco antes de morrer (Kommunikologie weiter denken).  Atualmente, sua supervisora científica é a doutoranda Claudia Becker.  Rodrigo Novaes, brasileiro aluno de Zielinski, trabalha ao lado de Claudia nos vários projetos ali desenvolvidos.  O arquivo consiste de cerca de 2500 manuscritos de Flusser em pelo menos quatro línguas (português, alemão, francês e inglês), muitos deles ainda inéditos.  Além disso, abriga a numerosa correspondência de Flusser, parte de sua biblioteca de viagem e variados estudos sobre o pensador.  O arquivo sofre de uma série de problemas oriundos da falta de recursos: por exemplo, o material está organizado de uma forma muito singular, por palavras-chave que nem sempre facilitam a localização do material procurado.  Na verdade, trata-se de várias pastas contendo cópias e mais cópias de folhas datilografadas por Flusser e organizadas a partir dos idiomas em que os textos foram escritos. Quando eu estive lá, Claudia estava às voltas com o problema de recuperar partes desse sistema de classificação, que fora elaborado em antigos computadores Mcintosh e ilegível, portanto, nos atuais sistemas operacionais.  Recentemente, Zielinski conseguiu contratar Annie Goh como auxiliar do arquivo, e havia a promessa também da contratação de um bibliotecário que ajudaria a classificar o material adequadamente.  Ele ocupa uma pequena sala no terceiro andar do prédio da UdK que fica em Kleistpark, em Schöneberg (saída do U-Bahn linha 7, estação Kleistpark).  Não obstante todos os problemas, o arquivo tem se caracterizado como ferramenta fundamental para pesquisadores, graças aos esforços e à paixão de Zielinski, Claudia e Rodrigo.  Eu frequentava a sala livremente, praticamente todos os dias da semana, mesmo quando Claudia e Rodrigo não estavam lá.  Do mesmo modo, durante o período que passei em Berlim, pude testemunhar a passagem de vários pesquisadores e estudantes de doutorado (como o Norval, antigo frequentador, e Alex Heilmar, seu orientando), que tinham livre acesso ao material.  Parabéns aos encarregados por seu empenho em colaborar com essa importante fonte de recursos para a pesquisa.

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Acabei de saber, através do amigo Jussi Parikka, que o maior teórico da mídia alemão da atualidade, Friedrich Kittler, faleceu em Berlim.  Acompanhei o último curso que Kittler deu na Humboldt Universität no ano passado (já muito doente): Elektronische Medien.  Jussi escreveu em seu blog um belo texto em homenagem a esse grande pensador.  A área de Comunicação ficou mais pobre…

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Todo um número da IHU online (publicação do Instituto Humanitas da Unisinos) dedicado à arqueologia da mídia, com uma entrevista minha: aqui

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Outro seminário sobre Benjamin, e também contando com a presença de Detlev – agora na Unirio.  Recomendo.  Pretendo estar lá pelo menos para assistir à palestra do amigo Eduardo Losso sobre Benjamin e a linguagem.

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Detlev Schöttker é um renomado especialista na obra de Walter Benjamin. Domingo passado, em almoço com Adalberto Müller e Susana Kampf Lages, pude constatar também que, como todo grande intelectual, Schöttker é modesto e acessível.  Eu e Adalberto estamos traduzindo seu ensaio “Benjamins Bilderwelten” para o Seminário (mini-curso) que ele oferecerá na UFF entre 17 e 19 de agosto, no curso de Letras. O evento é aberto, e os interessados podem se inscrever pelos telefones no folder abaixo.  Acho que vale a pena também para os comunicólogos de plantão.  Não são muitas as oportunidades que temos por aqui de travar contato com um pesquisador desse calibre.

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Começa hoje o curso “Introdução à Teoria da Mídia Alemã”, no PPGC UERJ.  Parece que teremos mais alunos de fora (UFF, UFRJ) do que da própria UERJ.  Nenhuma novidade.  Quem poderia esperar muita popularidade com um curso sobre autores alemães e recheado de filosofia?  Mas precisamos ser fiéis a nossas obsessões alienígenas; não somos nós que as escolhemos, elas nos escolhem.  Comum e mediano querem dizer, no fundo, medíocre. A academia é isso aí: popular mesmo só o Ferris Bueller, que, contudo, de 1986 para cá já foi quase que totalmente esquecido – e  não é esse o inevitável destino de tudo e de todos na era da amnésia radical? Então vamos lá, começar da maneira mais heterodoxa possível, com os herméticos textos de Walter Benjamin sobre a linguagem (sim, nada do já surrado “A Obra de Arte na Época da sua Reprodutibilidade Técnica”).  O importante é marcar uma posição, construir percursos não hegemônicos, balançar o sistema, ainda que com apenas um leve empurrãozinho.  Determinados caminhos escondem riquezas que não são facilmente acessíveis e exigem certa ascese do espírito.  O único professor que realmente admirei em meu percurso na UCLA, Efrain Kristal, sabia muito bem disso.  Disse-me uma vez após um almoço em exótico restaurante peruano: “Erick, não ceda à tentação da facilidade; não entre nessa mistificação dos …” (as reticências se referem a determinada escola intelectual muito em voga nos EUA em meados da década de 1990.  Kristal era humanista clássico, daqueles que transitam facilmente por vários universos linguísticos e culturais, mas resistem a toda forma de modismo acadêmico).  Com Kristal, lembro-me de ter feito um curso sobre teoria da tradução, um comparativo Borges-Kafka e um dedicado exclusivamente a Ruben Darío e o modernismo latino-americano – uma experiência de aprendizado que valeu mais que todo o resto dos três anos de doutorado em Los Angeles.  Formei-me em jornalismo e fiz mestrado em Comunicação, mas decidi por dois doutorados na área de Literatura.  Às vezes perguntam-me o porquê desse desvio, ainda mais considerando o fato de que hoje trabalho, novamente, no campo da comunicação.  Ocorre que considero de uma estupidez colossal fatiar saberes como se fossem pedaços de bolo distribuídos em festa de casamento.  Aliás, a especialização excessiva é outro indicativo da mediocridade.  Mas voltemos ao que interessa.  O curso do PPGC começa com um breve histórico do pensamento alemão sobre a mídia (cuja importância tremenda hoje está algo esquecida, devido ao ridículo preconceito nutrido contra a Escola de Frankfurt por aqueles que não a conhecem); segue passando por Zielinski e Kittler, continua por Vilém Flusser, Wolfgang Ernst e Sybillle Krämer e termina com a internacionalização das novas teorias alemães no trabalho de pesquisadores de cibercultura como Galloway, Manovich e Bolter.  Todos os textos lidos em boas traduções em inglês, português ou espanhol, e a maioria em formato eletrônico (PDF), de modo a evitar o incômodo da xerox e trabalhar pragmaticamente dentro do registro teórico que nos interessa – o da digitalização de todos os suportes.  Primeira tentatiza de sistematização das experiências do pós-doutorado no Arquivo Flusser em Berlim, estou trazendo de lá centenas de textos inéditos do pensador checo-brasileiro, aos quais os alunos terão acesso na forma de documentos escaneados.  Até onde sei, será a primeira vez que muitos desses textos serão lidos no Brasil no âmbito de um PPGC – arqueologia da mídia!  Minha aposta é de que será um percurso apaixonante e enriquecedor, para mim como para aqueles que o trilharem comigo.  Como dizia o velho mestre Guimarães Rosa, numa frase que não me canso de repetir: “mestre não é apenas aquele que ensina, mas também que aprende”.

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