MARE NOSTRUM, MARE ALIENUN: identidade, epistemologia e a imaginação flusseriana dos fluxos

Na próxima semana, o pesquisador Erick Felinto irá apresentar na Compós 2018.

 

O tema da identidade e seus desdobramentos na cultura digital tem emergido de forma relativamente marginal nos estudos de comunicação no Brasil. Este artigo propõe explorar determinados aspectos do pensamento de Vilém Flusser sobre identidade e alteridade na contemporaneidade. Ao mesmo tempo, propõe-se realizar uma leitura do imaginário dos fluxos e da liquidez que, segundo cremos, atravessa parte da obra flusseriana e encontra expressão máxima em Vampyroteuthis Infernalis. Na filosofia da ficção de Flusser, elabora-se uma ética da relação com a alteridade, que se funda no ato imaginativo de tomadas de ponto de vista e identificação com o outro. Tal ética encontra ressonância em proposições bem mais recentes nos campos da teoria cultural e da filosofia.

Quarta-feira, 6/6 | TARDE • 14h às 18h • Ed. PIC Cidade • sala 1203 (12º andar) – BH / MG

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Eletrodoméstica e Reflexões de um Liquidificador: devires e afectos humano-maquínicos

Apresentaremos na Alcar Sudeste 2018, também em Belo Horizonte:

autores: Yuri GarciaPaula Gorini OliveiraThaís InácioJuracy Oliveira.

Articulando a fértil discussão do hibridismo humano/máquina, nos interessa explorar mais precisamente os termos dessa relação em dois exemplares do cinema brasileiro: o curta-metragem Eletrodoméstica (2005), de Kleber Mendonça Filho, e o longa-metragem Reflexões de um Liquidificador (2010), de André Klotzel.

Com abordagens distintas, os filmes apontam para a eletrificação do humano em consonância com a subjetivação da máquina, de modo que a nossa análise tensiona os devires e os afetos enredados nesses agenciamentos humano-eletrodomésticos, que comungam corpos, pensamentos, ações e paixões, formando um coletivo de (não)humanos sem hierarquias, posto que os objetos falam por si mesmos ao exibirem os rastros dos vínculos que produzem.

05/06 – 14h